A Santa Casa de Campo Grande passará por reformas

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Santa Casa de Campo Grande (MS), maior e um dos mais antigos hospitais de Mato Grosso do Sul, se prepara para um ano de reformas, segundo o superintendente da unidade, Roberto Madid, que assumiu a função em novembro.

Para depender menos do poder público em obras e equipamentos, a solução encontrada é aumentar o faturamento do atendimento de pacientes particulares e por planos de saúde. A intenção é fazer sobrar verbas e conseguir atender a todas as demandas estruturais.

Segundo Madid, dinheiro que vem da prefeitura paga o custeio, paga o dia a dia da instituição. Por isso, segundo ele, a reforma do ProntoMed, que começou em janeiro, é vista como estratégica pela administração. Ela aumentará a capacidade de atendimento, gerando mais receitas.

Contas

A situação financeira do hospital foi um grande problema em 2014. A dívida chegou a passar dos R$ 40 milhões. A partir de dezembro, segundo Madid, a instituição voltou a respirar. As contas foram pagas por meio de empréstimos viabilizados pelo poder público e o hospital tem conseguido bancar as parcelas desses financiamentos.

No entanto, o balanço da Santa Casa ainda está no vermelho. O gestor conta que na época em que assumiu a superintendência, havia um déficit de R$ 4 milhões por mês. No final do ano, um acordo com a prefeitura garantiu a cobertura de parte desse dinheiro com aumento de R$ 3 milhões no repasse mensal.

O contrato vale até março, quando, segundo Madid, existe a promessa de equalizar de vez essa falta com o complemento do R$ 1 milhão que falta. “Estamos no caminho, já temos a luz no fim do túnel”.

Problemas e soluções

Na sequência da lista de Madid vem o problema das vagas no pronto socorro. A única solução, segundo ele é a conclusão da Unidade do Trauma, atualmente travada. Faltam R$ 7,6 milhões para a conclusão do prédio. Na próxima semana, representantes do hospital irão a Brasília com representantes do poder público tentar viabilizar recursos.

Enquanto isso, a administração tenta reunir recursos para obras nas demais alas. A maioria delas, segundo o superintendente, precisa de intervenções. A primeira da lista é o centro cirúrgico, que na opinião do gestor é o “coração do hospital”.

No entanto, o gestor garante que boa parte da instituição passará por obras em 2015. Será um ano de reformas.