Ampliação do Hospital Santa Marcelina oferecerá novos leitos para o tratamento de AVC

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Imagem: Divulgação

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, habilitou na última sexta-feira (23), a Unidade de Cuidado Integral ao AVC (Acidente Vascular Cerebral) do Hospital Santa Marcelina, em São Paulo, como Centro de Atendimento de Urgência Tipo III aos Pacientes com AVC. Para o custeio da unidade e dos 14 novos leitos destinados às vítimas da doença, o Ministério da Saúde, repassará por ano R$ 1,5 milhão ao hospital. O centro passa a contar com uma unidade de atendimento para casos de AVC agudo, garantindo o acolhimento, o estudo completo das causas, o tratamento e a reabilitação do paciente. A ação faz parte da estratégia do S.O.S Emergências que há um ano tem modificado a realidade de diversos hospitais no país.

Entre os principais avanços do Hospital Santa Marcelina, destacam-se redução da taxa de ocupação, a criação de novos leitos e a melhoria do atendimento. A taxa de ocupação da emergência, que em março era de 330%, passou a registrar uma média de 177% nos últimos três meses e em outubro com 170%. Uma das ações que contribuíram para este resultado foi a qualificação de 191 leitos de retaguarda dentro do hospital exclusivos para a emergência, sendo 43 de terapia intensiva.

Atualmente, ao dar entrada no pronto-socorro, o paciente passa por um processo de classificação de risco e o seu tempo de permanência é monitorado, até que seja encaminhado para um leito ou receba alta médica. A ferramenta de gestão clínica utilizada e aplicada por uma equipe multiprofissional, logo após o preenchimento da ficha é o Kan Ban que, por meio de cores, placas e painéis permite que os profissionais de saúde identifiquem rapidamente a gravidade do caso, o tempo esperado para tratamento de determinada patologia e acompanhe o fluxo de atendimento de modo a identificar, especialmente os casos de permanência acima do normal e também aqueles que podem ser direcionados para unidades de menor complexidade ou para leitos de retaguarda.

O hospital passa a contar com uma unidade de atendimento para casos de AVC agudo, garantindo o acolhimento, o estudo completo das causas, o tratamento e reabilitação. A ação faz parte da estratégia do S.O.S Emergências que há um ano tem modificado a realidade de diversos hospitais no país.

Para aprimorar ainda mais a assistência, o Hospital Santa Marcelina adotou também o modelo de contratação de médicos no modelo horizontal e a utilização de equipe multidisciplinar. Os médicos são contratados para trabalhar todos os dias na emergência clínica do pronto-socorro, acompanhando de perto a evolução de cada paciente. A equipe multiprofissional avalia de segunda a sexta-feira, os pacientes que estão no pronto-socorro. Isso tem dado muito resultado, além de agilizar o atendimento. Com a visita podemos verificar a assistência que está sendo dada ao paciente, mesmo sem estar em um leito de internação, afirmou Irmã Carla Rosimeire Felix, coordenadora do pronto-socorro do Hospital Santa Marcelina.

Para 2013, está prevista a construção de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24h em terreno a ser cedido pelo hospital – que irá desafogar ainda mais o pronto-socorro, além da abertura de 60 novos leitos de retaguarda, por meio do início das operações do Hospital do Belém, em uma ação que envolverá a Santa Casa de São Paulo, o próprio Hospital Santa Marcelina e as Secretarias Municipal e Estadual de Saúde, em parceira com o governo federal.

Como medida para ampliar e qualificar o atendimento, o Ministério da Saúde está investindo no Hospital Santa Marcelina R$ 9,1 milhões para qualificação de 148 leitos de enfermaria e R$ 4,5 milhões para qualificação de 43 leitos de cuidado intensivo, por ano.

Além dos R$ 3,6 milhões/ano, o hospital também pode acessar recursos extras para aquisição de equipamentos, reforma e qualificação de leitos. O Ministério da Saúde já empenhou R$ 1 milhão para aquisição de equipamentos e outros R$ 2 milhões para reforma de enfermaria de adultos.

O S.O.S Emergências é uma ação estratégica do Ministério da Saúde, em conjunto com os gestores locais (estaduais e municipais), lançada em 2011 para qualificar o atendimento nas principais emergências do país. Além do hospital Santa Marcelina, mais 11 hospitais de grande porte integram a estratégia nas seguintes localidades: Goiânia (GO), Recife (PE), Fortaleza (CE), Salvador (BA), Brasília (DF), São Paulo (SP), Belo Horizonte (BH), Rio de Janeiro (RJ), Ananindeua (PA) e Porto Alegre (RS).

Todos os hospitais selecionados são referências regionais, possuem pronto-socorro e realizam grande número de internações e atendimentos ambulatoriais. A meta é que – até 2014 – a estratégia atinja os 40 maiores prontos-socorros brasileiros, em 26 estados e no Distrito Federal.

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