Bahia terá produção de medicamentos antes fabricados apenas no exterior

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Imagem Divulgação

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A Unidade Industrial Região Metropolitana de Salvador, da Fundação Baiana de Pesquisa Científica e Desenvolvimento Tecnológico, Fornecimento e Distribuição de Medicamentos – Bahiafarma será inaugurada no próximo dia 26, às 9h. A unidade, que teve investimento de cerca de R$12 milhões, está instalada em Simões Filho, região metropolitana de Salvador, no Centro Industrial de Aratu. Na ocasião, também será apresentado o primeiro medicamento da Bahiafarma, a Cabergolina. O governador Jaques Wagner, o ministro da Saúde, Arthur Chioro, e o secretário da Saúde do Estado, Washington Couto, participarão da solenidade de inauguração.

Com o inicio do funcionamento da planta industrial da Bahiafarma, inicialmente para a produção de sólidos orais, a Bahia volta a estar inserida no cenário nacional como um estado produtor de insumos farmacêuticos, condição perdida em 1996, com o fechamento da própria Bahiafarma. Considerando que os remédios são insumos estratégicos de impacto social, a Bahiafarma está pautada na garantia e ampliação do acesso a medicamentos.

Recriada em 2011, a Bahiafarma foi um compromisso assumido pelo Governo do Estado para a ampliação da assistência farmacêutica em todo o estado. A nova Fundação Bahiafarma, vinculada à Sesab, tem por finalidade a realização de um escopo ampliado no campo farmacêutico, que abrange a pesquisa científica, desenvolvimento tecnológico, fornecimento e distribuição de medicamentos essenciais e outros medicamentos de interesse social, para órgãos e entidades que integram o Sistema Único de Saúde – SUS.

Medicamentos

A Cabergolina, medicamento atualmente importado da Itália e Argentina, será produzido na Bahia para o SUS de todo o Brasil, beneficiando pessoas com distúrbios hormonais, como por exemplo, aqueles que interferem na produção do leite. A fabricação no Brasil da Carbegolina por uma indústria pública impacta positivamente no orçamento familiar das pessoas que necessitam do medicamento, já que ele será fornecido pelo SUS. Além disso, o Ministério da Saúde vai adquirir o medicamento pela metade do preço.

A incorporação da tecnologia transferida pela indústria brasileira Cristália para produção do primeiro medicamento, Cabergolina, se dará gradativamente, permitindo que na medida em que essa tecnologia seja incorporada avancem as adequações de sua planta industrial para assumir todo o processo de produção de medicamento, a partir da tecnologia transferida.

No estágio atual, o processo de produção do medicamento Cabergolina se iniciará na Cristália e se completa na Bahiafarma. O prazo previsto para a transferência total de tecnologia é de cinco anos, quando a Bahiafarma assumirá total autonomia de produção, com a incorporação plena da tecnologia, contudo o fornecimento para o Ministério da Saúde da Cabergolina já se inicia em 2014.

Está também no planejamento da Bahiafarma a produção de outros medicamentos a partir de parcerias de desenvolvimento produtivo. Dentre os fármacos estão o Sevelâmer, para insuficiência renal crônica; o Everolimo e o Micofenolato Sódio, imunossupressores para transplantados; Etanercepte e Adalimumabe, para artrite reumatóide; Trastuzumabe, utilizado no tratamento de câncer de mama; e a vacina alergênica, para imunoterapia para asma.