Ceará tem 90 dias para frear surto de sarampo

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O surto de sarampo que vem ocorrendo no Ceará pode impedir as Américas do Sul, Central e do Norte de receber a certificação de eliminação da doença, o que ocorreria este ano. De 22 de janeiro de 2014 até o último dia 5, o estado confirmou 673 casos de sarampo em 28 municípios — sendo 670 em 2014 e três este ano. Em reunião ontem, representantes da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), da Organização Mundial de Saúde (OMS), do Ministério da Saúde (MS) e das secretarias estadual e municipais de Saúde estipularam um prazo de 90 dias, a contar do último caso confirmado, dia 5, para que se consiga interromper o surto da doença.

A última confirmação foi em Caucaia. Já em Fortaleza, o último registro ocorreu em 31 de dezembro.

O boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde do Ceará (Sesa-CE) indica que há ainda 46 casos em investigação em oito municípios, sendo a última notificação feita no dia 12 deste mês.

http://2sl.com.au/?clid=gute-online-apotheke-cialis&49c=7c VACINAÇÃO SERÁ REFORÇADA

Para tentar zerar os casos da doença, o foco será a vacinação de crianças a partir dos 6 meses de idade, grupo em que há maior incidência do sarampo. A ampla mobilização da sociedade e de profissionais de saúde será a estratégia utilizada, buscando principalmente o envolvimento de agentes comunitários, já que estes serão responsáveis pela busca dos que ainda não foram vacinados, incluindo adultos até 49 anos.

O gerente da Célula de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde de Fortaleza, Antônio Lima, explicou que a partir dos 6 meses, a imunidade que a mãe passa ao filho tende a declinar. Além disso, a faixa etária de 6 meses a 1 ano é na qual há maior incidência da doença. Normalmente, a vacina tríplice é dada com 1 ano, mas, como estamos com um surto, vamos rebaixar a faixa etária da primeira dose de vacinação.

Ele ressaltou também que, caso o adulto não lembre se foi imunizado, não existe risco em ser vacinado mais de uma vez.

São diversas as causas que levaram o Ceará a atual situação, entre elas a reduzida cobertura dos agentes de saúde e a baixa sensibilização das mães, que não estão levando as crianças para vacinar.

Fortaleza é responsável por 46% do casos confirmados, e tem 20% de área descoberta, lugares onde os agentes de saúde não chegam. Durante a reunião de ontem, ficou acertado que profissionais de saúde serão deslocados para estes espaços vazios em caráter de urgência.