Cryopraxis inaugura unidade em Curitiba e sela cooperação científica com a PUC-PR

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Imagem: Divulgação

O plano de integração com o CTC da PUC-PR prevê intercâmbio constante de know-how e experiências entre o maior banco privado de células-tronco de sangue de cordão umbilical do Brasil e o mais avançado Centro de Tecnologia Celular do País

Pioneira no mercado brasileiro de armazenamento de células-tronco de cordão umbilical, a empresa carioca Cryopraxis inaugura unidade em Curitiba, após ter assinado um termo de cooperação técnica, científica e financeira com o Centro de Tecnologia Celular (CTC) da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR).

O plano de integração com o CTC da PUC-PR prevê intercâmbio constante de know-how e experiências entre o maior banco privado de células-tronco de sangue de cordão umbilical do Brasil e o mais avançado Centro de Tecnologia Celular do país – inclusive, o primeiro a ser licenciado pela Vigilância Sanitária.

A empresa carioca vai investir R$ 2,5 milhões em 2013 para ampliar sua capacidade de armazenamento. Hoje, a empresa é capaz de armazenar até 40 mil amostras de sangue de cordão umbilical na sua matriz, localizada no Polo de Biotecnologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

A parceria inclui cooperação científica e tecnológica em atividades de pesquisa e desenvolvimento, formação e treinamento de recursos humanos, absorção e transferência de tecnologias e prestação de serviços tecnológicos. O acordo já gerou uma pauta de investimentos em novos projetos que, no futuro, poderão resultar na aplicação clínica de terapias com células-tronco.

De acordo com o diretor médico da Cryopraxis, Alberto d’Auria, o objetivo dessa união é processar, isolar e estudar diferentes matrizes de células-tronco. A nova unidade do Paraná vem fortalecer as razões para o armazenamento de células-tronco, pois lá trabalharemos para desenvolver aplicações aos mais variados tipos de células-tronco, diz o diretor médico.

Na opinião de Paulo Brofmann, cirurgião cardiovascular e coordenador do CTC da PUC-PR, essa união é um grande avanço na nova fase da medicina regenerativa, pois une um laboratório de pesquisa a uma empresa que trabalha com a transformação da pesquisa em inovação.

Segundo Brofman, a meta é fazer com que os ensaios clínicos envolvendo terapia celular possam ser mais amplos, e que os futuros resultados clínicos desses estudos, assim como de outros já consolidados, sejam reconhecidos como tratamentos médicos pelo Conselho Federal de Medicina.

Para o coordenador do CTC da PUC-PR, a repercussão social da perspectiva de uso de células-tronco em tratamentos clínicos é imensurável. Como cirurgião cardiovascular, Paulo Brofman lembra que, só no Brasil, há 240 mil novos pacientes que desenvolvem insuficiência cardíaca todo ano. Metade pode falecer em um período médio de seis anos. Os tratamentos atuais apenas retardam a evolução da doença, mas não chegam a curá-la. A terapia celular, ainda que de maneira inicial, traz para essas pessoas uma grande expectativa e esperança de vida

As pesquisas na área de terapia celular são outra vertente de atuação do grupo Cryopraxis®, único do ramo que mantém uma empresa subsidiária (a CellPraxis) voltada exclusivamente para esse fim.