Estudos questionam segurança de novas drogas para diabetes

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Foto: Divulgação

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Sucesso de vendas e com alto custo, os remédios contra o diabetes tipo 2 com base no hormônio GLP-1, os “primos do Victoza”, são o xodó da indústria farmacêutica. Por seu potencial emagrecedor e por causar baixa incidência de hipoglicemia, esses medicamentos também ganharam a preferência de endocrinologistas.

Agora, com o uso continuado dos primeiros medicamentos dessa classe por uma quantidade grande de pacientes, começaram a surgir trabalhos científicos indicando risco aumentado para pancreatite e alguns cânceres.

O GLP-1 é um hormônio produzido normalmente pelo organismo que favorece a liberação da insulina e contribui para a sensação de saciedade. Esses novos remédios, grosso modo, usam hormônios similares ao GLP-1 para turbinar esses efeitos.

De acordo com autores de artigos que questionam a segurança dos medicamentos, seus efeitos potencialmente perigosos foram omitidos dos testes clínicos apresentados pelas farmacêuticas.

“As partes individuais de evidências não publicadas podem parecer inconclusivas, mas, quando consideradas com outras evidências emergentes ou já antigas, um quadro preocupante surge” disse Deborah Cohen, diretora de investigação do “British Medical Journal”, que publicou um extenso material sobre o assunto neste mês.

O assunto foi debatido na reunião científica da ADA (Associação Americana do Diabetes), que terminou nesta semana em Chicago (EUA).