Imunização contra vírus da Hepatite B ganha reforço

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Foto: Divulgação

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O dia 28 de julho é marcado pela luta mundial de combate às hepatites e a Sociedade Brasileira de Imunizações – SBIm aproveita a data para comemorar avanços na prevenção da hepatite B e também para lançar um alerta: “Estamos falando de uma doença sexualmente transmissível com poder de infecção maior do que o do vírus do HIV. A vacina já está disponível nos postos de saúde para pessoas de até 49 anos, o que é um grande avanço” – avalia Isabella Ballalai, diretora da SBIm Nacional e presidente da Regional Rio de Janeiro. “Mas temos que ter atenção também com os idosos. Boa parte é sexualmente ativa e resistente ao uso de preservativo, o que amplia o risco de contrair a infecção”, alerta a médica.

Doença bastante comum entre os brasileiros, a hepatite B acomete cerca de 800 mil pessoas no país. As principais vias de transmissão do vírus são o sangue, secreções e os objetos cortantes contaminados (alicate de unha comum em salões de beleza, por exemplo). A doença atinge o fígado, um dos órgãos mais importantes do corpo humano. Por este motivo, o Ministério da Saúde ampliou a faixa etária de imunização gratuita, que antes abrangia somente pessoas até 29 anos, e passou a beneficiar também gestantes de todas as idades, para evitar a transmissão para o feto. Quando isso ocorre e o bebê nasce infectado o risco de desenvolvimento de hepatite crônica é superior a 90%.
Segundo o Ministério da Saúde, a medida beneficia 150 milhões de pessoas (75,6% da população total do Brasil). O governo acredita que ao longo dos anos, com o envelhecimento da população e o aumento da cobertura vacinal, será possível obter a erradicação dessa doença. A imunização ocorre em três doses, sendo que a segunda dose deve ser aplicada 30 dias após a primeira; e a terceira e última deve ser aplicada 6 meses após a primeira. Pessoas que estão fora da faixa etária beneficiada pelo governo devem se vacinar nas clínicas privadas.