Inseticida lindano causa câncer, diz OMS

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O inseticida lindano causa câncer em humanos, afirmou a Organização Mundial de Saúde (OMS) após a realização de uma avaliação. Um painel de especialistas encontrou provas suficientes que conecta o produto químico, que já foi proibido na União Europeia e nos Estados Unidos, a um câncer chamado de linfoma não-Hodgkin, conforme aponta o texto publicado na “Lancet Oncology”.

Lindano ainda é usado em alguns países em desenvolvimento, e compõe alguns tratamentos para piolhos e sarna utilizados em alguns países, incluindo a China, a Índia, os EUA eo Canadá.

O painel da Agência Internacional de Investigação do Cancro (Iarc) concluiu que outro inseticida, chamado DDT, era “provavelmente cancerígeno para os seres humanos”. A agência classificou ainda um terceiro inseticida chamado 2,4-D como possivelmente cancerígeno para os seres humanos.

A maioria do uso do DDT foi banido desde a década de 1970, mas a Iarc diz a exposição ao DDT ainda ocorre, principalmente através da dieta. Isso é porque o DDT e os seus produtos de degradação são altamente persistentes e podem ser encontradas no ambiente e nos animais.

Desde a sua introdução em 1945, 2,4-D tem sido amplamente usado para o controle de ervas daninhas na agricultura, silvicultura e configurações urbanas e residenciais. A população em geral pode ser exposta a 2,4-D através de alimentos, água, poeira, ou durante a pulverização, afirmou o Iarc.

NO BRASIL

Em junho deste ano, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) particiou da reunião da Iarc para discutir o risco carcinogênico de alguns inseticidas organoclorados e herbicidas clorofenoxi para humanos. Entre os produtos, estavam o DDT, o Lindano e o agrotóxico 2,4-D.

Os inseticidas DDT e Lindano não possuem mais autorização de uso no Brasil. O DDT teve sua autorização cancelada para uso agrícola no Brasil em1985. O uso foi proibido em campanhas de saúde pública em 1998. Já o Lindano já foi reavaliado pela agência e teve todos os seus usos proibidos no Brasil em 2006.

O herbicida 2,4-D está autorizado em todo do mundo e foi o segundo ingrediente ativo de agrotóxico mais vendido no Brasil em 2013, de acordo com dados do Ibama. O produto está em processo de reavaliação pela Anvisa.

 

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