Informatização garante otimização de resultados em ambientes hospitalares

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Impossível imaginar hoje em dia empresas sem computadores. A informatização invadiu nos últimos anos os ambientes corporativos de forma tão acelerada, visando resultados satisfatórios. No setor hospitalar a tecnologia está em alta, e com isso, softwares de primeira linha entram em cena proporcionando atendimento ágil e eficiente aos pacientes e acompanhantes.

O Hospital São José, em Criciúma (SC), é um exemplo de que a informatização auxilia no andamento das atividades da instituição. Segundo o diretor administrativo do hospital, Laércio Ferrari, os benefícios são inúmeros da tecnologia da informação no hospital, principalmente na gestão, contribuindo na tomada de decisões, tanto na área gerencial, quanto clínica. “O sistema também nos permite maior integração de processos.”

Ele ainda diz que o fortalecimento do uso do sistema de informação em toda a organização aumenta os processos e os dados da empresa. “É necessário uma tecnologia em constante atualização e otimização, uma estrutura de gestão com visão do negócio para os resultados acontecerem”, acrescenta.

Muitas das longas filas existentes em vários hospitais brasileiros diminuem devido à logística de programas informatizados. Para Ferrari, com esse tipo de iniciativa as instituições conseguem agilizar o atendimento dos pacientes, diminuindo filas de espera, dispondo de informações precisas e on-line dos resultados de exames e procedimentos. “Permite visualizar procedimentos anteriores, se for o caso, objetivando segurança, integralidade, nas ações assistenciais”, destaca o diretor.

Esses softwares chegam para fazer uma “revolução hospitalar”. O que antes demandava tempo para realizar buscas, por utilizar informações escritas, hoje pode ser visualizado em tempo real. Outro aspecto relevante é o controle do tempo de permanência do cliente. Ambulatórios médicos com especialidades totalmente integradas ganham agilidade no atendimento.

Em relação aos Sistemas de Informação Hospitalar (SIH), o diretor do São José conta que esses programas trouxeram uma nova cultura de gestão, caracterizando uma transformação no sistema integrado de gestão, quando trabalhando de forma plena e consistente. “Os impactos dessas mudanças refletiram nos fluxos de trabalho, nos processos clínicos e assistenciais, no corpo clínico, nos profissionais de saúde, na segurança e qualidade prestada ao cliente”, relata.

A diretoria do São José informa que utiliza programas para conduzir a organização, fazendo diversos relatórios gerenciais administrativos e assistenciais. Além de usar ferramentas do método Balanço Scorecard, que garante maior agilidade na tomada de decisão. “A partir disso, a direção do hospital acompanha a apresentação mensal dos indicadores de todas as áreas da instituição e seus resultados.”

VISÃO MÉDICA – Para confirmar as vantagens que esses programas informatizados oferecem às empresas hospitalares a reportgagem falou com o médico radiologista Dr. Marlon Marques da Rosa. Ele acredita que na radiologia, a utilização em grande escala de sistemas digitais tem gerado um volume de dados cada vez maior. Ele ressalta ainda que a melhor solução para gerenciar essas imagens digitais está na adoção de um Sistema de Arquivamento e Distribuição de Imagens (PACS). “O PACS é um sistema de arquivamento e comunicação voltado para o diagnóstico por imagem, que permite o pronto acesso às imagens médicas em formato digital em qualquer setor de um hospital e a qualquer hora”, explica o médico.

SISTEMAS – Geralmente o banco de dados fica no hospital, da mesma forma que os servidores. O que costuma ser terceirizado é o serviço de empresas que monitoram o funcionamento e prestam manutenção aos sistemas informatizados. Esse trabalho no São José é feito pela empresa Teiko Soluções da Tecnologia e Informação. Conforme o coordenador de Marketing e Planejamento do hospital, Eduardo Maximo, são utilizados os programas Tasy, da Wheb Sistemas (empresa adquirida pela Philips), para fazer todo o gerenciamento do hospital, desde a entrada do paciente até o faturamento; o Rubi, da Sênior Sistemas, que faz toda a administração pessoal e para realizar o gerenciamento de imagens (PACS) é utilizado o Pixeon. “Todos estão interfaceados, proporcionando agilidade no acesso à informação”, enfatiza. O São José utiliza o Balanced Score Card (BSC), um método informatizado para mensurar os indicadores e os planos de ação realizados no planejamento estratégico. A organização utiliza este método desde 2008, sendo um módulo que não é separado do sistema para rodar como uma plataforma dentro do Tasy. O BSC passou a ser utilizado a partir da necessidade de maior rapidez na tomada de decisão da gestão.