Mais Médicos: consultas de urgência aumentam 50,7% na Bahia

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Imagem Divulgação

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Em menos de um ano, o Programa Mais Médicos já impacta na assistência à população dos municípios do estado da Bahia. Levantamento feito pelo Ministério da Saúde em cidades baianas que participam do programa aponta crescimento de 50,7% no número de atendimento a consultas de urgência nas unidades básicas de saúde. Em janeiro de 2014, foram contabilizadas 6.999 consultas no estado contra 4.643 no mesmo período do ano anterior, quando a população ainda não contava com o reforço dos profissionais do Mais Médicos.

Por meio do Programa, o estado da Bahia ampliou em 1.359 o número de médicos atuando na atenção básica de 367 municípios e 01 distrito indígena. O Ministério da Saúde atendeu 100% da demanda por médicos apontada pelos municípios e superou a meta inicialmente estabelecida.  Atualmente, o Mais Médicos garante assistência médica nas unidades básicas de saúde para mais de 4,7 milhões de baianos.

Os impactos do Programa no estado foram apresentados pelo Ministro da Saúde, Arthur Chioro, nesta quinta-feira (26), em Salvador, durante o Seminário Mais Médicos para o Brasil, Mais Saúde para os Brasileiros. O evento reúne prefeitos e secretários de saúde dos municípios baianos.

Esse é um dos vários seminários que estão sendo realizados pelo governo federal em todo país para debater com gestores públicos os primeiros impactos do Mais Médicos na assistência da população que vive nas cidades beneficiadas pela iniciativa. Levantamento feito pelo Ministério da Saúde em mais de dois mil municípios que contam com pelo menos um médico do Programa servirão de base para essa discussão. São dados dos sistemas de acompanhamento da atenção básica (Siab e eSUS), alimentados pelas secretarias de saúde de todo o país.

MAIS ASSISTÊNCIA – No estado da Bahia, além do crescimento de 50,7% no número de atendimento de consultas de urgência, observou-se aumento de 44,9%, nas consultas de cuidado continuado (passaram de 57.633 para 83.501, no mesmo período), de 28,8% nas consultas por demanda imediata (91.480 para 117.830), de 24,3% no número de consultas por demanda agendada (198.524 para 246.754). Também foi registrado crescimento de 39,3% no atendimento à saúde mental, que passou de 6.887 em janeiro de 2013 para 9.592 em janeiro deste ano e 8,1% no atendimento a usuários de álcool (de 2.135 para 2.308). A quantidade de encaminhamentos a hospitais reduziu 33,2%, passando de 3.418, em janeiro de 2013 para 2.282 em janeiro de 2014, indicando maior resolutividade na atenção básica.

“Esses resultados mostram que quando a atenção básica é bem feita ela é resolutiva impacta positivamente em toda rede de saúde, temos menos encaminhamentos a Hospitais, melhora no cuidado do atendimento prestado. Isso é um padrão de qualidade, respeito e dignidade ao cidadão”, comemorou o Ministro da Saúde, Arthur Chioro.

Em todo o país, o número geral de consultas realizadas na Atenção Básica cresceu quase 35% no mesmo período – foram 5.972.908 em janeiro de 2014 contra 4.428.112 em janeiro de 2013. Entre esses atendimentos, teve destaque o de pessoas com diabetes, que aumentou cerca de 45% – passou de 587.535, em janeiro de 2013, para 849.751 em janeiro de 2014. Os atendimentos de pacientes com hipertensão arterial aumentaram em 5% no mesmo período, e as consultas de pré-natal, em 11%. O encaminhamento a hospitais diminuiu em 20%, passando de 20.170 para 15.969.

O governo federal já superou a meta de levar médicos para os municípios de todo o país que aderiram ao Programa Mais Médicos. Atualmente mais de 14 mil profissionais atuam em cerca de 4 mil cidades. A maioria (75%) dos médicos está em regiões de grande vulnerabilidade social, como o semiárido nordestino, periferia de grandes centros, municípios com IDHM baixo ou muito baixo e regiões com população quilombola, entre outros critérios de vulnerabilidade.

MAIS MÉDICOS – Lançado em julho de 2013 pela presidenta Dilma Rousseff, o Programa Mais Médicos faz parte de um amplo pacto de melhoria do atendimento aos usuários do SUS, com o objetivo de aperfeiçoar a formação de médicos na Atenção Básica, ampliar o número de médicos nas regiões carentes do país e acelerar os investimentos em infraestrutura nos hospitais e unidades de saúde.

Os profissionais do programa cursam especialização em atenção básica, com acompanhamento de tutores e supervisores. Para participar da iniciativa, eles recebem bolsa formação de R$ 10,4 mil por mês e ajuda de custo pagos pelo Ministério da Saúde. Em contrapartida, os municípios ficam responsáveis por garantir alimentação e moradia aos participantes.

Além da ampliação imediata da assistência em atenção básica, o Mais Médicos prevê ações estruturantes voltadas à expansão e descentralização da formação médica no Brasil. Até 2018, serão criadas 11,4 mil novas vagas de graduação em medicina e mais de 12 mil novas vagas de residência médica.