Medicamento pode reduzir, para alguns, o risco de morte por câncer de pulmão

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O medicamento Opdivo, da Bristol-Myers Squibb, melhorou a sobrevivência em um estudo de pacientes acometidos da forma mais comum de câncer de pulmão, mas não funcionou nos pacientes que testaram negativo para uma proteína específica em seus tumores.

Segundo a “Reuters”, o ensaio de Fase III descobriu que o Opdivo, cujo princípio ativo se chama Nivolumab e é parte de uma nova classe de drogas que utilizam o sistema imunizante para combater o câncer, reduziu em 27% o risco de morte por quadro avançado de carcinoma de pulmão de células não pequenas e não escamosas, em comparação com a quimioterapia. O benefício atingiu 60% dos pacientes com os mais altos níveis da proteína PD-L1.

“O Opdivo não funcionou em pacientes PD-L1 negativos”, disse Amit Roy, analista do grupo de pesquisa Foveal. “Isso representa quase metade dos pacientes da modalidade não-escamosa do carcinoma”.

Disse ele que muitos investidores esperavam que a droga pudesse ser eficaz, independentemente dos níveis de PD-L1, mas os resultados indicam que os órgãos reguladores provavelmente restringirão o uso do medicamento aos doentes cujo teste é positivo para a proteína.

A droga da Bristol foi aprovada pela pelos reguladores dos EUA em dezembro para tratar o melanoma avançado e compete com o remédio Keytruda, da Merck. As aprovações atuais para ambos os medicamentos não exigem teste de PD-L1 nos pacientes.

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