Médicos residentes do Hospital São Paulo decidem entrar em greve

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Médicos residentes do Hospital São Paulo da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) decidiram entrar em greve a partir hoje. Segundo a Associação dos Médicos Residentes da Escola Paulista de Medicina, cerca de 1,3 mil residentes prestam atendimento no hospital.

O Sindicato dos Médicos de São Paulo informou que os profissionais reivindicam melhoria nas condições de trabalho para o atendimento à população. Os residentes alegam que cortes no repasse de verbas feitos pelos governos federal e estadual prejudicaram o serviço de atendimento.

O hospital universitário é administrado pela Associação Paulista para Desenvolvimento da Medicina e é mantido, segundo o sindicato dos médicos, pelo governo federal, mas também por recursos da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. Na última quinta-feira (18), o conselho gestor do hospital decidiu suspender o atendimento para cirurgias não emergenciais e tratamentos especializados por causa da superlotação e da crise financeira.

Segundo o hospital, a medida foi tomada porque a instituição está enfrentando uma enorme demanda nos serviços de urgência e emergência. De acordo com o hospital, a situação se agravou com a greve dos servidores públicos federais, que retirou dos postos de trabalho diversos profissionais, principalmente auxiliares, técnicos e enfermeiros, o que contribuiu para reduzir a capacidade de atendimento nas unidades de internação.

Um dia depois do anúncio de suspensão das cirurgias eletivas, a Secretaria Estadual de Saúde anunciou o repasse emergencial de R$ 3 milhões ao hospital para “socorrer financeiramente a instituição e evitar que cirurgias previamente programadas sejam suspensas ou canceladas”. O Ministério da Educação, por meio da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, também repassou recursos e as internações eletivas, então, foram retomadas. As internações vão começar com os pacientes oncológicos. À medida que os recursos estiverem disponíveis e o abastecimento, restabelecido, os demais pacientes serão chamados para internação, informou a Unifesp, em nota divulgada sexta-feira (19).

O diretor do sindicato dos médicos Otelo Chino Júnior afirma, porém, que as propostas de aporte financeiro dos governos federal e estadual, feitas na última semana, serão suficientes apenas para um mês, o que não sanaria os muitos problemas enfrentados pelo hospital.

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