Método de contracepção definitiva produzido nos EUA está disponível no Brasil

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Imagem: Divulgação

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Curitiba (PR) foi o local de lançamento do mais avançado método de contracepção definitiva produzido nos Estados Unidos, que já está disponível no Brasil.

A primeira colocação do microimplante Essure em uma paciente de Curitiba (PR) foi realizada pelo ginecologista Dr. Rafael Pazello, pesquisador e docente de Tocoginecologia e Reprodução Humana. A iniciativa sinaliza boas expectativas as paranaenses que procuram alternativas para não engravidarem mais, já que é notória a grande demanda atual por cirurgia de laqueadura no Estado.
O ginecologista Dr. Rafael Pazello afirma que por ser um procedimento minimamente invasivo e ambulatorial, o Essure oferece diversas vantagens às mulheres, pois é um procedimento rápido e indolor que dispensa o uso de anestesias e não exige que a paciente se prive de nenhuma de suas atividades normais, como o trabalho ou até mesmo a academia, afirma
A realização do procedimento, que aconteceu na Clínica Los Angeles – clínica de referência localizada no Centro de Curitiba – despertou interesse da comunidade médica paranaense, dada a sua importância, e foi acompanhada de perto por muitos ginecologistas e residentes, além da equipe do Dr. Pazello, formada pelos ginecologistas e laparoscopistas Dr. Lucas Dall’Stella e Dra. Juliana Chalupe Amado.
Diferente da laqueadura cirúrgica, Essure é um dispositivo que consiste em um microimplante macio e flexível, de apenas quatro centímetros, em titânio e níquel (materiais que apresentam excelente compatibilidade com o organismo) que, introduzido pela vagina através de um equipamento extremamente fino (Histeroscópio), é colocado em cada uma das tubas uterinas sem cortes (e por isso não necessita de anestesia), sem liberação de hormônios, sem internação e sem a necessidade de afastamento das atividades diárias.
Nas semanas que se seguem ao procedimento, o corpo e os microimplantes trabalham juntos para formar uma barreira natural que impede o espermatozoide de alcançar o óvulo. Por esse motivo, durante os três primeiros meses, a paciente deve continuar a usar outra forma de contracepção. Após este período, é realizada uma radiografia simples da pelve e, confirmada a oclusão, não é mais necessário o uso de outro método contraceptivo.
Considerado como primeira opção entre as mulheres europeias e norte-americanas, o método aprovado pela Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária começa a ser mais conhecido no Brasil por sua eficácia e praticidade, pois não oferece os riscos de uma cirurgia. É uma excelente opção para as pacientes que apresentam efeitos adversos a outros métodos contraceptivos ou alguma patologia que aumente os riscos cirúrgicos como, por exemplo, as hipertensas, cardiopatas, diabéticas, mulheres com sobrepeso, entre outras.
Conforme com a distribuidora do microimplante, a Commed, existem alguns procedimentos realizados através de fontes pagadoras e há um protocolo de vigência dentro de alguns hospitais públicos. Em Santa Catarina, a lei nº 14.870 autoriza o SUS a oferecer a laqueadura sem cirurgia gratuitamente e a intenção é que a lei também vigore em outros estados brasileiros.