Ministério da Saúde destina mais de R$ 1 milhão a projetos com plantas medicinais

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Investimento foi enviado às cidades selecionadas após a realização de um edital do Ministério da Saúde direcionado para a Região Norte

Os projetos de plantas medicinais e de medicamentos fitoterápicos de cinco municípios do Norte do País foram beneficiados pelo Ministério da Saúde com mais de R$ 1 milhão.

O recurso, destinado às cidades de Brasiléia (AC), Manaus (AM), Macapá (AP), Abaetetuba (PA) e Colinas do Tocantins (TO), deverá ser aplicado na compra de insumos, materiais de consumo, contratação e capacitação de profissionais e no estímulo da oferta de fitoterápicos aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

O investimento foi enviado às cidades selecionadas após a realização de um edital do Ministério da Saúde direcionado à Região Norte, que tinha como objetivo o incentivo e a capacitação de gestores das Secretarias estaduais e municipais de Saúde na participação de projetos com apoio financeiro do órgão.

Apesar da grande biodiversidade encontrada, o Norte brasileiro possuía o menor número de projetos apoiados, apenas 8% do total, sendo o Sudeste e o Sul as regiões com o maior número de incentivos.

Com isso, o Ministério da Saúde espera aumentar o apoio à cadeia produtiva de plantas medicinais e de fitoterápicos, no âmbito da assistência farmacêutica, e atender a população com medicamentos eficazes, seguros e produzidos com qualidade de acordo com as legislações sanitárias vigentes, promovendo o desenvolvimento social e valorizando a biodiversidade dessa região.

Rede pública

Atualmente, o SUS oferta 12 medicamentos fitoterápicos que são indicados, por exemplo, para uso ginecológico, tratamento de queimaduras, auxiliares terapêuticos de gastrite e úlcera, além de medicamentos com indicação para artrite e osteoartrite.

De acordo com o Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ), os fitoterápicos mais utilizados na rede pública são o guaco, a espinheira-santa e a isoflavona-de-soja, indicados como coadjuvantes no tratamento de problemas respiratórios, gastrite e úlcera e sintomas do climatério, respectivamente.

Os produtos fitoterápicos e plantas medicinais, assim como todos os medicamentos, são testados para o conhecimento da eficácia e dos riscos de seu uso e também para garantir a qualidade do insumo. Cabe a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e às Vigilâncias Sanitárias Municipais e Estaduais o controle desses medicamentos.

Programa nacional

Em junho deste ano, a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos completou 10 anos. Em comemoração, o Ministério da Saúde lançou uma nova edição da publicação, um carimbo e selo comemorativo, além de uma exposição contando a história da implantação da política.

Desde 2012, a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde investiu mais de R$ 30 milhões em 78 projetos de plantas medicinais e fitoterápicos no âmbito do SUS.

Os projetos têm o objetivo de fortalecer a cadeia produtiva nos municípios, Estados e Distrito Federal, especialmente a oferta de fitoterápicos aos usuários do SUS. Os 78 projetos que já receberam recursos federais estão distribuídos por todas as regiões do País e foram estruturados a partir dos editais do Ministério da Saúde.

Até o momento, são 31 iniciativas de arranjo produtivo local, 44 de assistência farmacêutica e três de desenvolvimento e registro sanitário de medicamentos fitoterápicos da Relação Nacional de Medicamentos (Rename) por laboratórios oficiais públicos.