Ministério da Saúde investe R$ 27 milhões em novo laboratório público

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Imagem Divulgação

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O ministro da Saúde, Arthur Chioro, participou nesta quinta-feira (26), da inauguração da unidade industrial da Fundação Baiana de Pesquisa Científica e Desenvolvimento Tecnológico, Fornecimento e Distribuição de Medicamentos (Bahiafarma), em Simões Filho, região metropolitana de Salvador (BA). Na ocasião, foi apresentado o primeiro medicamento a ser produzido pelo laboratório público, a Cabergolina, indicado para tratamento hormonal feminino. A reabertura do Bahiafarma, fechado desde 1996, é resultado das políticas do Ministério da Saúde de apoio à produção nacional e de desenvolvimento do Complexo Industrial da Saúde. O Ministério da Saúde investiu R$ 27 milhões na reforma do parque fabril e na compra de equipamentos para a unidade.

O Cabergolina é utilizado no tratamento para o aumento e inibição da produção do leite, além outras disfunções associadas, como ausência de menstruação e de ovulação. Atualmente, o Brasil importa o fármaco da Itália e da Argentina. Com a produção nacional, o país se torna independente da importação desse medicamento, e menos suscetível à instabilidade do câmbio.  Somente no primeiro ano estima-se a economia de R$ 3,7 milhões. Está prevista ainda a produção posterior de outros sete insumos, com estimativa de economia de R$ 34 milhões. “Esses investimentos viabilizaram uma obra que vai garantir medicamentos com mais qualidade e com preços mais acessíveis beneficiando toda a população”, afirmou o Ministro da Saúde Arthur Chioro.

A Bahiafarma iniciará com o medicamento Cabergolina, que já conta com registro da Anvisa e autorização para produção nacional. A transferência da tecnologia será feita pela empresa privada Cristália. Os outros sete fármacos deverão ser produzidos nacionalmente por meio de mais parcerias. São eles: Sevelâmer, para insuficiência renal crônica; o Everolimo e o Micofenolato Sódio, imunossupressores para transplantados; Etanercepte e Adalimumabe, para artrite reumatóide; Trastuzumabe, utilizado no tratamento de câncer de mama; e a vacina alergênica, para imunoterapia para asma.

As parcerias para transferência de tecnologias entre laboratórios permitem ao país a autonomia do processo de produção, desde o desenvolvimento até a disponibilização do medicamento no mercado. O domínio de todas as atividades de produção resulta em produtos de qualidade a preços competitivos, garantindo o abastecimento dos serviços públicos de saúde com redução da dependência internacional. “São investimentos significativos para o desenvolvimento da indústria brasileira e que vai proporcionar também geração de emprego qualificado. É a materialização do nosso desafio de garantir a soberania da indústria nacional e qualificar cada vez mais o Sistema Único de Saúde”, finalizou Arthur Chioro.

Economia da Saúde – O Complexo Industrial da Saúde envolve todo o conjunto de atividades relacionadas à saúde que tem uma dimensão na economia, na indústria farmacêutica, na indústria de equipamentos  e materiais e todos os serviços da saúde.  Hoje, a saúde responde por 10% do emprego qualificado no Brasil e reponde por quase 10% do Produto Interno Bruto (PIB), ou seja, de tudo o que o Brasil produz.

No total, o Ministério da Saúde assinou 104 ‘Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs)’, com 79 parceiros envolvidos, sendo 19 laboratórios públicos e 57 privados, com 97 produtos (66 medicamentos, sete vacinas, 19 produtos para saúde e cinco pesquisas em desenvolvimento). As parceiras permitem negociar reduções significativas e progressivas de preços, na medida em que a tecnologia é transferida e desenvolvida.

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