Nova droga biológica contra o lúpus é aprovada no Brasil

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Foto: Divulgação

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Uma droga batizada de Benlysta, chegou ao mercado brasileiro neste mês como primeiro medicamento desenvolvido em mais de 50 anos para tratar espicificamente o lúpus. Trata-se de uma proteína que combate o processo responsável por levar o corpo do paciente a atacar as próprias células de defesa.

Porém o custo deste tratamento ainda é alto, cada dose intravenosa, custa R$ 3.800 para pessoas com até 60 kg. Só no primeiro ano do tratamento, é preciso desembolsar R$ 57 mil pelas 15 doses previstas, mas o custo pode ser maior, de acordo com o peso do paciente.

O Brasil tem hoje 200 mil pessoas com lúpus. Por ano, mais de mil casos são diagnosticados. O tratamento existente até então no País é à base do anti-inflamatório cortisona, não custa mais do que R$ 2.000 ao ano. A droga também é distribuída pela rede pública de saúde.

A nova droga, porém, não é isenta de efeitos colaterais, incluindo infecções graves, náuseas, diarreias e febre. A FDA (agência reguladora de fármacos nos EUA) autorizou a venda do Benlysta após oito anos de pesquisa. Os estudos foram feitos em 31 países, incluindo o Brasil. A GSK diz que pretende comercializar o medicamento também na versão para injeção subcutânea em três anos.

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