Primeiro sinal verde é dado para droga contra colesterol nos EUA

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Por 13 votos a três, um painel de especialistas recomendou que a agência reguladora de remédios dos EUA, a FDA, aprove uma nova droga que reduz o colesterol: o alirocumabe, das empresas Sanofi e Regeneron Pharmaceuticals Inc. A agência pode acatar ou não a recomendação, mas costuma acatá-la.

Ela age inibindo a molécula PCSK9, que leva à redução dos níveis de LDL, o mau colesterol, entre 40% e 65%. Não há fortes efeitos colaterais. E a droga é injetada a cada duas semanas ou um mês, dependendo da formulação.

Há cerca de uma década que o alirocumabe vem sendo desenvolvido. Resultados de estudos mostraram seu grande potencial de reduzir também os riscos de ataques cardíacos e mortes. Mas a eficácia para este fim só será comprovada em 2017, quando serão divulgados os resultados de um amplo estudo clínico, com cerca de 18 mil pessoas.

A agência diz que se aprovar a droga baseada nos efeitos de redução do colesterol, esta aprovação não será rescindida se o estudo clínico para risco cardíaco não for bem-sucedido.

Os especialistas afirmam que o uso da droga deve ser limitado a certos grupos, como pessoas com colesterol muito alto por razões genéticas. Entre os beneficiados estariam os que têm hipercolesterolemia.

Estima-se que entre oito e 11 milhões de americanos seriam qualificados para tomar a droga.

Outra droga está na mesma corrida, o evolocumabe, da Amgen, e os especialistas podem tomar uma posição nesta quarta-feira.