Programa para levar médicos ao interior propõe salário de R$ 10 mil

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Foto: Divulgação

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Com o objetivo de atrair médicos brasileiros e estrangeiros para atuar no interior do Brasil e, assim, suprir a ausência de profissionais em municípios distantes do país, o governo vai oferecer um salário de R$ 10 mil, de acordo com o Ministério da Saúde. Ainda não há regras definidas, mas provavelmente o valor será fixo, independente da região em que os profissionais atuem.

Ainda não há um número definido de vagas no novo programa, mas o ministério diz ter uma ideia da demanda pelo número de postos não preenchidos na última edição do Programa de Valorização do Profissional da Atenção Básica (Provab), no qual municípios se inscrevem para receber médicos bolsistas. Segundo a pasta, cerca de 13 mil vagas foram abertas na última edição do Provab, mas só 3,5 mil médicos estão atuando no programa, o que indica que de 9 a 10 mil vagas não foram preenchidas.

Deverá haver a avaliação do currículo dos estrangeiros e da atuação do profissional no país de origem, além do seu histórico de trabalho e outros critérios de seleção. O mais provável é que os estrangeiros interessados no programa permaneçam por um período de avaliação de três semanas em uma universidade ou instituição de ensino superior brasileira, o que também não está definido como as instituições farão a adesão ao novo programa.

O ministério diz ainda que países com menos médicos por habitantes do que o Brasil (média de 1,8 médicos para cada mil habitantes) não devem ter profissionais incluídos no programa. Isso deixa de fora Peru (0,9 médicos para cada mil habitantes), Paraguai (1,1 médicos para cada mil habitantes) e Bolívia (1,2 médicos para cada mil habitantes), ressalta a pasta.

A prioridade deve ser para a vinda de médicos de Portugal e da Espanha, por serem países com proximidade na língua e por terem bons centros de formação em saúde. O desemprego e a crise econômica que afetam esses países também são critérios levados em conta pela pasta para priorizá-los.