Reforma no Hospital de Clínicas da Unicamp cria sala para o ebola

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A Unidade de Urgência e Emergência Referenciada do Hospital de Clínicas (HC) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) entrará em reforma a partir desta segunda-feira (12). Entre as mudanças, está prevista a implantação de uma sala de isolamento para atendimento a pacientes suspeitos de infecção pelo vírus ebola ou por outras doenças de alto contágio. O valor estimado é de R$ 150 mil e a previsão é de que as obras durem 120 dias.
O hospital orienta os pacientes com casos de menor complexidade a procurarem outras unidades de saúde neste período já que o atendimento ficará comprometido para esses casos. A reforma, segundo informou o hospital, será realizada em etapas para minimizar os impactos dentro da unidade.
Obras a serem feitas
Os serviços incluem, além da criação de uma área de isolamento, a troca de vidros na recepção por intercomunicadores eletrônicos, reforma e limpeza da rede de esgoto, adesivação de faixas nos pisos para indicação do fluxo para o paciente, revisão das instalações elétricas, climatização de áreas, reforma e adequação da rede de gases, instalação de portas e bebedouros e pintura geral.
O médico Antônio Gonçalves de Oliveira Filho, coordenador de assistência do HC, explica que atualmente a retaguarda para os pacientes com doenças altamente contagiosas é um leito na enfermaria de Moléstias Infecciosas. “O Pronto-Socorro do HC atende a demanda de uma região enorme. Devido ao grande número de pacientes e ao surto do ebola é uma necessidade que nós tínhamos”, afirmou.
Doenças
Além de ebola, a sala poderá ser usada por pacientes com outras doenças de alto contágio, como tuberculose, H1N1, H5N1. “Isso vai promover a segurança tanto para os pacientes com doenças contagiosas como para os demais”, disse.
Segundo o coordenador de assistência, a sala de isolamento tem um sistema de ar e fluxo que impede que os vírus em seu interior migrem para o ambiente externo, prevenindo a contaminação, além disso, a sala contará com banheiro próprio. A meta do hospital é construir futuramente mais uma sala.
Sobre a reforma na unidade de emergência, Antônio Gonçalves acrescentou ainda que ela inclui a adequação da sala de hidratação para pacientes que necessitam de soroterapia e hidratação endovenosa, como nos casos de pacientes com dengue ou com febre chikungunya.

Vermelho

A readequação é uma das medidas para melhorar os atendimentos classificados como mais graves — vermelho e amarelo. Já os pacientes classificados como azul e verde — demanda espontânea —, terão o atendimento comprometido com a capacidade reduzida. O hospital informou que em uma próxima etapa da reforma — ainda sem data definida —, que tem como objetivo de melhorar o atendimento de pacientes graves, deverá ocorrer a mudança das salas vermelhas para uma área mais próxima da chegada das ambulâncias.
Hoje 70% dos 350 atendimentos diários na Unidade de Emergência são de pacientes de baixa e média complexidade.  Segundo o HC, todas as centrais de regulação, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, a Secretaria de Saúde e outros órgãos interessados foram comunicados das alterações.