Remédio biológico contra lúpus será comercializado no Brasil

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Imagem: Divulgação

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O primeiro remédio da classe dos biológicos no país para controlar os sintomas do lúpus erimatoso sistêmico — doença inflamatória crônica que atinge cerca de 65 mil pessoas no Brasil, 90% mulheres, foi aprovado a vendado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). O medicamento biológico tem este nome porque contém proteínas geradas em laboratório por organismos vivos. O produto é bem mais caro que o tratamento padrão, mas apresenta maior eficácia e menos efeitos colaterais.

Conforme a fabricante, a farmacêutica GSK, o Benlysta, nome comercial do remédio, custa, em média, R$ 3.800. A fabricante ressalta que apenas pacientes que apresentam sintomas agudos e já fazem o tratamento padrão têm indicação para o uso do Benlysta. Na fase de atividade da doença, os sintomas variam desde uma fadiga crônica e manchas avermelhadas na pele até inflamação no cérebro. Sem tratamento, o lúpus pode levar à insuficiência renal e ao diabetes.

Enquanto o método tradicional de combate aos sintomas da doença autoimune custa cerca de R$ 2 mil por ano e são feitos, em sua maioria, com medicamentos à base de corticoides e imunossupressores, o tratamento com o Benlysta pode custar até R$ 57 mil por ano. A aplicação é feita por infusão venosa em até 15 doses por ano.

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