Simpósio de Gerenciamento de Catástrofe do Einstein terá exercício para testar forças da cidade

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Evento terá palestras de especialistas; goleiro da Chapecoense Jackson Follmann vai falar de experiência como vítima

Uma catástrofe não tem dia nem hora para acontecer. E exige treinamento, interação e integração de órgãos públicos e do setor privado. Consciente da necessidade de capacitar diversos segmentos da sociedade e pensando em São Paulo como uma cidade resiliente, o Hospital Israelita Albert Einstein realiza a terceira edição do  Simpósio internacional de Gerenciamento da Resposta em Catástrofe, de 11 a 13 de maio, em São Paulo. Além do simpósio, haverá um simulado fechado no Aeroporto de Congonhas, no sábado.

Uma cidade resiliente é aquela que tem a capacidade de resistir, absorver e se recuperar de forma eficiente dos efeitos de um desastre, como um desabamento, acidente aéreo ou incêndio de grandes proporções.

O simpósio, que terá palestrantes internacionais, vai debater a gestão da crise em catástrofe, através das experiências de vítimas, gestores e equipes de resgate. Hilarie Cranmer é uma das palestrantes internacionais do evento. Especialista, pesquisadora e educadora de práticas avançadas em resposta humanitária, atuou em campo durante os maiores desastres recentes da humanidade como o terremoto que devastou o Haiti em 2010.

Outro especialista confirmado é Yoram Klein, chefe da divisão cirúrgica de Trauma e Cuidados Intensivos no Sheba Medical Center, o maior hospital de Israel. No simpósio, ele falará sobre lesões causadas por atentados terroristas a bomba. Já  Dabney Evans, líder em saúde pública e pesquisadora, vai falar sobre os efeitos da saúde pública e dos direitos humanos nas populações mais vulneráveis.

Na manhã de sexta-feira, dia 12, a experiência sob o ponto de vista de uma vítima será contada por Jackson Follmann, goleiro da Chapecoense  e um dos seis sobreviventes do acidente aéreo com a delegação em novembro de 2016, na Colômbia, que deixou 71 mortos. Follmann teve parte da perna direita amputada e foi um dos últimos a serem resgatados no local do acidente.  E após a tragédia, passou por um longo processo de recuperação.

Neste ano, o simpósio terá ainda uma novidade: apresentação de trabalhos científicos. Os trabalhos aceitos ficarão expostos durante o evento.

Simulado

O evento será finalizado com o 3º simulado integrado das forças públicas de São Paulo. Será simulado um incidente aéreo no aeroporto de Congonhas, na Zona Sul da capital, envolvendo desde remoção, triagem e primeiro atendimento das vítimas, definição das rotas rápidas possíveis ao socorro, atendimento médico, proteção e orientação à população. O simulado será fechado à imprensa e público.